TESTE DO PEZINHO Teste do Pezinho CTN


Determinação: IgM anti-Citomegalovírus 

NOME: Citomegalovirose congênita. 

CONCEITO: É a doença associada à infecção do feto pelo citomegalovírus (CMV). 

IDADE DE APARECIMENTO DOS SINTOMAS: Variável, podendo apresentar graves manifestações ao nascimento ou apresentar sintomas clínicos muito tardiamente. 

SINTOMAS CLÍNICOS: Cerca de 10 a 20% das crianças infectadas são sintomáticas ao nascimento. Entre as manifestações clínicas destacam-se coriorretinite, microcefalia, calcificações cerebrais, hepatoesplenomegalia e hidrocefalia. Uma parcela dos casos inicialmente assintomáticos poderá apresentar mais tarde problemas como deficiência visual, perda auditiva e retardo mental. 

COMPLICAÇÕES: Os lactentes que sobrevivem à fase aguda apresentam seqüelas neurológicas muito graves, freqüentemente com evolução fatal. Entre as crianças que não tiveram manifestações clínicas ao nascimento, 5 a 15% podem desenvolver seqüelas nos dois primeiros anos de vida, muitas vezes envolvendo perda auditiva. 

ETIOLOGIA: A doença é causada pela infecção pelo CMV, um DNA vírus. O vírus é transmitido pelo contato sexual, pelo sangue e derivados, por transplante de órgãos e por via materno-fetal (transmissão via placenta, através do canal do parto ou contágio pós-parto). Este vírus tem a capacidade de ficar latente no organismo humano, reativando-se na vigência de doenças que comprometem a imunidade. 

PATOGÊNESE: O CMV é considerado a causa mais comum de infecção congênita no homem, porque tem a capacidade de infectar o feto mesmo quando a mãe já possui anticorpos, ao contrário do que ocorre com a rubéola e a toxoplasmose. O mecanismo fundamental envolvido na infecção intra-uterina de mães previamente imunes é a reativação do vírus latente na mãe. É importante ressaltar, no entanto, que a maioria absoluta dos recém-nascidos com sintomas de doença congênita ao nascimento nasce de mães que tiveram infecção primária durante a gestação. A infecção pode ocorrer em qualquer momento da gestação, sendo mais graves as conseqüências quanto mais precoce for a infecção. O CMV também pode infectar o recém-nascido durante o trabalho de parto, pelo contato com secreções uterinas maternas contaminadas pelo vírus durante sua passagem pelo canal de parto, ou nas primeiras semanas de vida, pela contaminação com leite materno. O período de incubação da infecção perinatal é estimado em 4 a 12 semanas, sendo em média de 8 semanas. Esta forma de infecção é geralmente assintomática. 

DIAGNÓSTICO: A detecção laboratorial da infecção pelo CMV é feito pela identificação de anticorpos IgM e IgG específicos. A suspeita de infecção deve ser, sempre que possível, confirmada por testes moleculares (PCR) que identificam o DNA viral. 

FREQUÊNCIA: Estima-se que o vírus afete 1% dos nascidos vivos. Dados do CTN, com amostras recebidas até dezembro de 2011, indicam 1 caso positivo de Citomegalovirose congênita para cada 852 nascidos.

PREVENÇÃO: Não há vacina específica, recomendando-se que toda futura gestante submeta-se a exames laboratoriais específicos e sob orientação médica. 

DIAGNÓSTICO PRÉ-NATAL: O método mais preciso é a identificação do DNA viral por PCR em material fetal (vilo corial, líquido amniótico, sangue de cordão). 

TRATAMENTO: Não há tratamento específico para o CMV, mas algumas drogas têm sido usadas com sucesso para a diminuição das seqüelas. 

PROGNÓSTICO: Crianças que apresentam infecção congênita por citomegalovírus têm seqüelas graves. Entre as crianças que apresentaram infecção congênita assintomática, cerca 20% irão apresentar mais tarde disfunções neurais, sensoriais e visuais. 

REFERÊNCIAS:
Ferreira AW e Ávila SL. Diagnóstico Laboratorial das Principais Doenças Infecciosas e Auto-Imunes. Afiliada. 1ª ed., p. 31-35, 1996. 

Yamamoto AY e Figueiredo LTM. Infecção Perinatal por citomegalovírus: muito freqüente mas pouco diagnosticada. Jornal de Pediatria, 75 (2): 126-130, 1999.



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